abusesaffiliationarrow-downarrow-leftarrow-rightarrow-upattack-typeblueskyburgerchevron-downchevron-leftchevron-rightchevron-upClock iconclosedeletedevelopment-povertydiscriminationdollardownloademailenvironmentexternal-linkfacebookfilterflaggenderglobeglobegroupshealthC4067174-3DD9-4B9E-AD64-284FDAAE6338@1xinformation-outlineinformationinstagraminvestment-trade-globalisationissueslabourlanguagesShapeCombined Shapeline, chart, up, arrow, graphLinkedInlocationmap-pinminusnewsorganisationotheroverviewpluspreviewArtboard 185profilerefreshIconnewssearchsecurityPathStock downStock steadyStock uptagticktooltiptriangletwitteruniversalitywebwhatsappxIcons / Social / YouTube

O conteúdo também está disponível nos seguintes idiomas: English, 한국어

Artigo

27 jul 2026

Author:
Repórter Brasil

Brasil: Investigação vincula fazenda autuada por trabalho escravo no Mato Grosso à cadeia de fornecimento de marcas de luxo

Alegações

Jim Black from Pixabay

“Fazenda com trabalho escravo tem selo de boas práticas e elo com grifes de luxo”, 27 de julho de 2026

O PRODUTOR RURAL Oscar Luiz Cervi, autuado em junho por auditores fiscais do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) por submeter 35 pessoas a condições análogas à escravidão numa lavoura de algodão na Fazenda Reata, em Campo Novo Parecis (MT), é fornecedor de longa data da multinacional americana Bunge.

Em um vídeo institucional...Cervi afirma ser fornecedor da Bunge há 42 anos...também diz que passaria a vender toda a sua produção de algodão para a companhia por meio da Viterra, multinacional canadense adquirida pela Bunge em julho de 2025.

A Viterra é uma das maiores exportadoras de algodão do mundo. Entre os clientes, estão fábricas na Ásia que integram a cadeia de suprimentos de grandes marcas de moda como GAP, Adidas, Levi Strauss & Co., dona da Levi’s, e a grife Lacoste, segundo dados alfandegários analisados pela Repórter Brasil e listas de fornecedores divulgadas pelas próprias marcas.

O flagrante de trabalho escravo na Fazenda Reata ocorreu no dia 8 de junho. De acordo com informações divulgadas pelo MTE e publicadas pela imprensa, o grupo resgatado atuava no controle manual de plantas daninhas na lavoura de algodão da propriedade.

Segundo a fiscalização, os trabalhadores estavam alojados em contêineres superlotados, instalados em uma área cercada por grades e arame farpado, submetida a vigilância permanente.

A Repórter Brasil procurou a defesa do produtor autuado. “Temos confiança na regularidade de nossos procedimentos e reafirmamos nosso compromisso com o cumprimento da legislação e das melhores práticas”, diz uma nota assinada pelo Grupo Cervi, que tem Oscar Cervi como sócio-administrador. “As informações e esclarecimentos serão oportunamente apresentados”, prossegue a nota, sem entrar em detalhes questionados pela reportagem.

Em nota, a Bunge afirmou ter solicitado informações adicionais ao produtor autuado após tomar conhecimento sobre a “suposta submissão de trabalhadores a condições degradantes” na Fazenda Reata. A multinacional, que também responde pela Viterra, ressaltou que a propriedade é certificada há mais de três anos pela Mesa Redonda de Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês), um dos principais padrões internacionais de certificação de boas práticas socioambientais no setor da soja. A fazenda, segundo a nota, recebe regularmente visitas de auditoria.

Por fim, a companhia disse seguir acompanhando o caso. “Até que haja conclusão sobre a apuração, a Bunge seguirá acompanhando o caso com a devida diligência, reafirmando seu compromisso de respeito aos direitos humanos, ética, integridade e sustentabilidade”, respondeu. Leia aqui o posicionamento completo da Bunge...